Pesquisar este blog

sábado, 10 de janeiro de 2009

Todo mundo é uma ilha

Nem só de azul é feito o mar. Não uso só camisas brancas, tal como não sorrio todos os dias.
A parábola q se forma entre os dias q sorrio e os q não assusta os q comigo convivem. Pois, a tristeza que em mim habita se mostra nos meus olhos, inclusive até quando sorrio. O descaimento lateral dos olhos é um dos principais sinais físicos da tristeza.
Tenho a dizer sobre tal fato que, apesar de travar uma batalha interna sobre o bem e o mal, e a exposição dos efeitos de uma literal guerra não se é facilmente escondida.
Sou uma constante...com pequenas e quase imperceptíveis variações...a calma e a tranquilidade, talvez até a alegria, sejam características citadas por alguém que hoje tem prazer [ou não] da minha companhia. Contudo, poucos são aqueles que têm conhecimento do quão dolorido é me manter assim.
Eu, que outrora fui rígido demais comigo e com os outros, sou, hoje, outro homem.
Eu, que abstráio mais do que relevo, encaro os problemas sorrindo e fazendo piadinhas ocasionais para, contudo, atenuar os poderes da tristeza inevitável que se dá em vários momentos na vida de um ser vivo, seja do reino que pertencer.
Veja, a dor está em meus olhos, sim! Mas o amor está no meu abraço e nas minhas palavras.
Ninguém é digno de ver o que tenho por dentro, ninguém merece tal desprazer. Mas sei que, no fundo, esta minha dor será, tal como já é, agraciada com belos sorriso e olhares; diversas e interessantes palavras que, quando bem ditas e bem colocadas nas situações corretas, mesmo que tenham um cunho negativo, me engrandecem, pois aprendi a ponderar tudo o que me é dito e, de fato, construir meu castelo com as pedras que me tacam e com as que me concedem de bom grado.
Não mais aquele velho castelo de defesas robustas e armadilhas boçais. Mas um castelo onde todos são bem vindos e até os inimigos querem voltar. Pois, este, tem um salão aromatizado com vários incensos de ética e de bom senso.
Onde não há guardas, porque acredito na ombridade alheia.

Mas, é claro, há vândalos. E eu pago o preço do conserto.
Porém, não há mais o risco da surpresa desagradável, da traição e/ou da possibilidade de alguém se infiltrar para implodí-lo, cujo fato causava mais transtorno do que as tentativas insanas, inviáveis e desesperadas de me tentar invadir com tiros de canhões e/ou investídas com aríetes nos meus muros espessos.

Devaneie, se puderes, no salão do meu castelo...onde todos são bem vindos. Aprecie seu conteúdo histórico, sua decoração e o tal aroma já citado.
Faça bom uso do que tu tens e volte sempre que quiseres ter-me em sua mente.
Contudo, por favor, não seja hipócrita ao lembrar-se do que já aconteceu, outrora, nas paredes que te cercam, quando aqui estiveres. Pois, muitos já aqui morreram, ou imploraram para tal.
Já houve muita dor e sofrimento de cada um que por este castelo passou, hoje eu limito a dor à um só sujeito!
Egoísmo? Egocentrismo? Não! E também não quero ter a síndrome do mártir e sofrer algo por alguém...mas quero sim erradicar a dor. E o primeiro passo foi tirá-la daqueles que me visitam. O próximo passo é tirá-la de mim.
Oras, se não vou conseguir. Tu achas impossível? Por quê? Tu tentaste e falhaste? Ou nem tentaste e está me agourando?
Permita-me errar, então.

A dor, a melancolia, a tristeza...não foram embora. Estão na masmorra. Mas um dia...ah, um dia...elas haverão de partir desta para a melhor.

Em tempo: Ao contrário do que parece neste texto, estou feliz, bem e leve...basicamente, em paz comigo mesmo. Contudo, aos que não acreditam nesta afirmativa...uma explicação razoável, porém resumida, do que acontece, de fato!

2 comentários:

Gisele Boltman disse...

Já me comparei a um castelo, uma fortaleza, somos assim em nossas defesas, não é?
Castelos são bonitos, imponentes e fortes; mas seria bom ser uma casa no campo de janelas e portas abertas, cheia de amigos, como pensaria Elis Regina.

Eu ainda não encontrei um nome pra sua tristeza, porque já tive ela dentro de mim e fiz de tudo para abstrair o que é sentir-se assim.

Não quero te fazer juras eternas e vazias, sabes que minha inconstância me tornaria hipócrita,
Mas quero dizer que hoje te amo mais do que ontem e menos que amanhã, bem clichê assim mesmo, de verdade.
E depois de amanhã (segunda-feira) vou te amar mais ainda. ;)

Não quero ter a pretensão infantil de fazer diferença na sua vida, e que você note isso; eu só quero poder ser algo agradável e se possível participar da sua evolução, assim como você participa da minha.

Comentário aleatório: É legal ler nas entrelinhas... =]

Beijos!
(L)

Maurício Costa disse...

acostume-se...pois, uma vez inciada, não há volta!